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Até o dia 10 de agosto, serão definidas as empresas de planos de saúde a sofrer paralisação do atendimento eletivo a partir de setembro. Os nomes serão divulgados em entrevista coletiva à imprensa nesta data, às 10h, na sede da Associação Paulista de Medicina (APM).

 

Até lá, a Comissão Estadual de Mobilização Médica para a Saúde Suplementar, composta pela APM, Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Sindicatos dos Médicos, Academia e Sociedades de Especialidade, mantém intensas negociações com todas aquelas dispostas a atender os pleitos da classe.

 

Florisval Meinão, 1º vice-presidente da APM e diretor da Associação Médica Brasileira, afirma que o diálogo com boa parte das operadoras e seguradoras é promissor, no sentido de acordar escalonamentos progressivos de valores e, principalmente, o reajuste anual previsto em contrato. “A partir de agora, os honorários médicos terão balizadores mínimos. Não mais aceitaremos que as empresas reduzam seus custos prejudicando os médicos e os pacientes”, sentencia.

 

A Comissão Estadual já definiu, inclusive, quais especialidades iniciarão o protesto (veja abaixo). As urgências e emergências estarão garantidas. Outra decisão marcante é que a Anestesiologia acompanhará as paralisações, isto é, não realizará procedimentos de Ginecologia e Obstetrícia na primeira semana, nem de Otorrinolaringologia na segunda, e assim por diante.

 

Cada vez mais forte nos âmbitos regional, estadual e nacional, o movimento médico pretende promover as paralisações por tempo indeterminado até que as operadoras e seguradoras se proponham a corrigir a defasagem dos valores pagos por consultas e procedimentos, assim como regularizar os contratos quanto à cláusula de reajuste anual.

 

“Este é um movimento em defesa da saúde da população, pois o atendimento médico de qualidade está se inviabilizando diante da remuneração indigna e das pressões sofridas pelos médicos”, ressalta o presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), Jorge Carlos Machado Curi. “Nossa grande mobilização nos credencia a concretizar todos esses avanços inadiáveis.”

 

Além dos representantes das Sociedades de Especialidade e Regionais, participaram também da mesa, em reunião no dia 25 de julho, o presidente do Cremesp, Renato Azevedo Júnior; o diretor de Defesa Profissional da APM, Tomás P. Smith-Howard; e o presidente do Sindicato dos Médicos de Santos, São Vicente, Cubatão, Guarujá e Praia Grande, Álvaro Norberto Valentim da Silva.

 

Paralisação por especialidades

 

01 a 03 de setembro: Ginecologia e Obstetrícia

08 a 10 de setembro: Otorrinolaringologia

14 a 16 de setembro: Pediatria

21 a 23 de setembro: Pneumologia e Tisiologia

28 a 30 de setembro: Cirurgia Plástica

 

Reivindicações da classe

 

  • Consulta a R$ 80,00
  • Valores dos procedimentos atualizados proporcionalmente de acordo com o sistema de hierarquização da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM)
  • Inserção de cláusula de reajuste anual nos contratos, com base no índice autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos individuais


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